29
de
fevereiro
A verdadeira crise energética.
Atualmente tenho a oportunidade de prestar consultoria na Fiemg na área de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. Apesar de não terem encontrado petróleo na Lagoa da Pampulha, Minas Gerais e, principalmente, a RMBH, têm empresas de altíssimo gabarito para fornecimento à Petrobras e outras empresas do mesmo setor.
Hoje, leio nos jornais, as novas estratégias das empresas estrangeiras no Brasil. Umas delas é a Shell (www.shell.com). A Shell está fora do processo de venda dos postos da Esso (www.exxonmobil.com) na América do Sul, mas não descarta a possibilidade de buscar outras oportunidades de aquisições para continuar a crescer no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis. Mas, por enquanto, a expansão da empresa no país deve ser garantida menos por aquisições e mais pela migração de postos chamados bandeira branca, como são identificados os estabelecimentos que não usam uma marca conhecida.
No ano passado, a companhia anglo-holandesa agregou 200 novos postos à sua rede. Muitas vezes, o negócio tem envolvido a assinatura de um contrato entre o dono do posto e a distribuidora pelo qual o proprietário se compromete a usar a marca da Shell (ou bandeira, no jargão do mercado) e a comercializar apenas os combustíveis fornecidos por ela em volumes previamente pactuados. Em troca, e dependendo da negociação, pode ganhar a reforma do posto, ou o pagamento do aluguel do imóvel, além da garantia de suprimento.
Mas como uma empresa petrolífera pode crescer no mercado focando nos clientes atuais? Esta talvez seja a verdadeira crise energética que os consultores e autores de livros sobre relacionamentos das empresas com os clientes, Peppers e Rogers falam. Os lucros estão altíssimos, e os preços nas bombas estão aumentando. O que as empresas de energia podem fazer para melhorar seu relacionamento com os clientes?
Nos próximos 3 encontros neste blog, apresentarei as opiniões dos autores citados anteriormente, mostrando um lado da crise energética que poucas empresas parecem dar a devida atenção. Será que somente a indústria petrolífera sofre com esse problema crônico de relacionamento com os clientes?
29-02-08-Sidney Lino-sidneylino.oliveira@gmail.com

